APARÊNCIA

Aos poucos me alivio do peso das oportunidades não aproveitadas. Estão murchando.

A vida parece tomar uma aparência de normalidade, de ajustes, de que dará certo.

Mas tal aparência não pode ser outra esperança tola? Esperança de que essa calmaria não volte a ser uma tormenta, de que essa quietude d’alma se perpetue. Expectativas para o inicio de um novo ciclo.

A vida nos engana. Dá-nos falhas informações que digerimos com lucidez. Não se trata de equivocadas previsões. Trata-se da vida inexata, irracional. Como posso compreendê-la? Não posso! Devo apenas me submeter aos seus caprichos e continuar com a ilusão de que minha perseverança é tão forte quanto à imprevisibilidade do acaso. Somos fortes, mas temos forças apenas para resistir às desventuras impostas. Força para lutar não é força: é coragem.

 



Escrito por Bruno Rocha às 16:00
[] [envie esta mensagem] []



ACESSE :


http://preteritomenosqueperfeito.blogspot.com/


OU


http://revistadesvirtual.blogspot.com/



Escrito por Bruno Rocha às 15:31
[] [envie esta mensagem] []



Quero provar seus lábios; quero seu cheiro em mim; e pouco me importa se ambos nunca me pertencerão.

Quero estar entre seus pensamentos e que não seja pela possível inconveniência que meus insistentes olhares e frases trazem.

Começo a me torturar. Sinto-me sujo, um farsante, ao buscar em outras relações o queria ter com você.

Você possui o poder de alterar a minha percepção do que é real. Vicia-me e foge. Bandida!

Confunde meu inconsciente e o faz interpretar tudo errado ou incompleto. Sei disso!

Enganar-me não incluiu aquele prazer estranho de outrora. O ideal já não existe.



Escrito por Bruno Rocha às 15:31
[] [envie esta mensagem] []



 

Suave Coisa Nenhuma!


Sinto uma leve impressão de que falta algo de importante para eu dar continuidade aos meus planos.

Sinto uma angústia. Uma corrosão d’alma.

Não sei donde partiu e nem quando começou.

Só percebi um vazio repentino e inesperado. Estava bem há pouco. O que houve? O que me falta? O que eu já tenho?

Estou desloucado, tresloucado e repetitivo há alguns segundos.

Não quero voltar ao meu estado anterior a essa bagunça. Sinto que alcancei uma espécie de consciência da qual ainda não tomei conhecimento e assim que a decifrar tornar-me-ei outro homem.

Essa mistura de esperança-de-mudanças e receio da mesma chegar abalando tudo o que já criei perturba-me.

Cansei de ser o que sou hoje. Quero novas aventuras e por isso mesmo me perco por não saber ao certo o rumo que irei tomar.

Troco as palavras, mudo as idéias, desprezo a quem gostaria de me entregar, mudo meus olhares e troco-os com desconhecidos.

Nem o futebol tem tanto prazer para mim. Não há adversário; nem desafios.

Estou desconfortável em minha própria pele. O que fazer?

Alienar-me. Fujo desta solução como um cristão da heresia.

Corro pra me fatigar até fugir de mim. Os problemas me acompanham e as respostas estão além do horizonte.

Parar de correr significaria o quê?

Significados; qualificações; títulos. E a tentativa de escrever sobre o indescritível.

 

 

 



Escrito por Bruno Rocha às 19:43
[] [envie esta mensagem] []



FUGA

Por que investir?  E para quê?

Se já conheci sorrisos tão belos quanto o seu, e que insistem em demonstrar interesse.

Mas para mim já não importa. Esses sorrisos não vêm com suas idéias e muito menos com seus olhares.

Procuro afastar dos meus pensamentos todas as lembranças de seus olhos fixados nos meus.

Afasto-as não por me fazerem mal e sim pelo receio.

Essa atmosfera de proibição que nos rodeia torna-se intragável para mim.

Percebo que os outros olhares e sorrisos, mesmo não havendo você por trás deles, serão mais saudáveis do que a minha persistência tola.

Refugiar-me-ei em outros braços! Não tenho escolha.

Assim como não terei escolha se acaso conseguir desmitificar o que teus olhos dizem.

E é essa ausência de escolha que minha alma em êxtase busca.

Quero responder as perguntas que fazem seus olhos.

Quero o encantamento natural de seu sorriso.

Quero a mescla de felicidade e saturamento que você trará a minha vida.



Escrito por Bruno Rocha às 10:19
[] [envie esta mensagem] []



 NOVA INSPIRAÇÃO

 

Estarei sujeito a estes desconfortos naturais à alma

até o instante em que você tornar-se-á feliz pelos meus beijos.

Minha alma se aquietará dando lugar ao império voluptuoso do corpo;

Esquecendo as passadas turbulências;

Confundindo instante com infinito.

 

Agora seu belo sorriso dispara meu coração por outros motivos.

Seus olhos não mais me congelam.

Mas sinto novos sintomas desta deliciosa patologia.

 

Sua respiração me atordoa.

Nossos corpos lutam por espaço.

Minhas mãos, que, por ti, tanto ensaiaram em outros corpos,

executam  perfeitas manobras sincronizadas com as tuas.

 

Comparar você com o restante de inquietude

que houvera em minha vida é deslealdade para comigo.

 

Você é o melhor que há em mim.



Escrito por Bruno Rocha às 22:37
[] [envie esta mensagem] []



SACIO

 

Nossos esforços foram em vão,

Peno é a minha terra incerta.

Não sei o que penso;

Peno em não saber de nada

Se pensar em não pensar em nada já é pensar.


Chegou à hora de demonstrar anos de investimento em você?

Sempre me dediquei, mas só pela esportiva,

Somente pelo desejo de estar com você,

Tão só pelo hábito.


Sem dúvida você é uma de minhas atuais paixões.

Por hora cobraste mais amor, por outras cobraste monopólio

E no fim sobramos.

 

Afundando.

Dançando ao balanço do que me afoga.

 



Escrito por Bruno Rocha às 13:07
[] [envie esta mensagem] []



 

REPETIÇÕES

 

Sem os devidos imprevistos

Vivo o entusiasmo alheio.

Compartilho sensações.

No choro e no desafogo permaneço estável.

Sem muitas ilusões, sem saltos arriscados,

Sem tempero e quase cru.

 

Não choro;

Não tenho motivos para chorar.

Cansei do meu hábito de me viciar em tudo que me torna repetitivo.

Cansei de procurar outro ponto de partida.

Evito-me.

Repito-me.



Escrito por Bruno Rocha às 03:57
[] [envie esta mensagem] []




Derrotas Recompensadas


Apaixonar-se é enfraquecer-se.

Perdemos o autocontrole.

Perdemos a autoridade sobre os pensamentos.

Tornamo-nos absortos;

Longe de si e de todos para ficar próximo do que nos leva para longe

 

Retarda-nos ao agir.

Cada ação é uma batalha,

Cada promessa é um empecilho,

Cada palavra ensaiada confunde-se em minha mente.

A língua enrola ao mesmo tempo em que a garganta fecha.

Sinto alucinações.

 

Há ausência de vida em mim.

A ausência de vida em mim afasta-me da vida.

Não mais me importo com o habitual;

Queria que tudo desabasse

E sobrássemos somente nós dois;

E não sobrasse nenhuma opção à você a não ser eu.

 



Escrito por Bruno Rocha às 15:19
[] [envie esta mensagem] []



 

Apague as luzes


 

A tua perfeição é errante.

Tua confusão é nítida.

 

Sinto curiosidade ou necessidade de senti-la?

Somos frutos de colisões,

Somos mutações genéticas,

Fomos o que todos negam

E negamos ainda o que somos,

Negamos negros, brandimos brancos

Criamos categorias, separamos por diferenças,

Inventamos exceções,

Esquecemos das colisões.

Esquecemos ser uma insignificante parte de um todo.

 

Estar no topo da cadeia alimentar de uma pequena bola de gude nos auto-concede todos os tipos de arrogância.

Somos poeiras cósmicas.

Somos no todo um quase nada.

 



Escrito por Bruno Rocha às 00:37
[] [envie esta mensagem] []



Particularidade Indefinida

 

Entrego-me às tuas horas

Apanho todas as minhas horas

Rosas e horas nós passamos

E o que restou foi um recíproco ímpar dentro de nós

 

Os meus enganos são por ora seus

Nossos planos pertencem ao inexistente

Nunca planejamos o fim

Por mais que ele seja óbvio

 

Ora! Rosas se confundem as horas.

Ora são horas e ora são rosas?

Quando ambas se distinguem,

Os planos retornam às particularidades

E já não há nada meu que seja nosso

 

E por ora, horas são agora horas

E rosas são apenas rosas

E nós somos eu e você

 



Escrito por Bruno Rocha às 14:33
[] [envie esta mensagem] []



 

Sonhos

 

Ás vezes fico sozinho,

Ás vezes tenho a mim e já é suficiente,

Outras eu me aguardo, refugio-me.

 

Meus sonhos oscilam;

Precisam de minha matéria para existir

 

Meus sonhos se propagam

Sou reflexo sem reflexão. Absorvem-me.

 

Meu sonho é luz,

Desaparecem; Como eu desapareço; Tão rápido em relação ao mundo.

 

Sonhos são confusos.

Sons em tons exclusos.

Sou então desuso deteriorável do meu ser. 

 

Sou inerente, sou vultos.

Sou a oca, soa pouca.

Sou meu, e isso me parece tão irresponsável.

 

Sou fosco, sou a teoria incompleta.

Sou desnecessário e nunca absoluto.

 

Sou dúvidas sem perguntas,

Sou respostas em vão.

Sou o vão.

 

BRUNO DE ALENCAR

30/09/09

 



Escrito por Bruno Rocha às 14:55
[] [envie esta mensagem] []



 

THE BEATLES - 1


Acabei de ouvir um show do Paul McCartney

em que ele toca duas músicas do John Lennon em seguida.

Day in the Life e Give Peace a Chance.

Fiquei emocionado.

Permiti me emocionar, dei esta honra aos meus olhos,

Ele agradeceu-me com o mais sincero e inocente ato:

O de chorar pela emoção.


Perguntei-me depois por que havia chorado,

A amizade sincera contida na homenagem do Paul,

Sincera sim, pois em nenhum momento ele disse “farei uma homenagem ao John e à Yoko!”.

Esta simpática oriental, de que nunca guardei rancores e jamais a culpei de nada.

Os Beatles foi uma banda criada com amor e destruída pelo mesmo sentimento, somente mudando o destinatário.

Alías, ela estava vendo o show, e ao começar Give Peace a Chance ela participou ativamente daquela sensação mútua do público, bateu palmas, cantou e sorriu muitas vezes.


O amor nunca acaba. O que acaba é a paixão.

Paixão de fazerem um som juntos, de se verem diariamente.

Após tantos anos do fim da banda, tantos anos da morte de John e George, amigos prestam homenagens. E após todo esse tempo, o qual não presenciei, ainda choro.

Os Beatles não tocam a minha alma. Os Beatles fazem parte dela.

 

BRUNO DE ALENCAR



Escrito por Bruno Rocha às 13:20
[] [envie esta mensagem] []



ENSAIO AO AUSPÍCIO

Minhas insônias não são mais insólitas.
Procuro um motivo para sofrer,
Ele vem fácil,
Como se me esperasse acordar.

As pessoas que amo;
O amor que tenho por mim é insignificante perto delas

A angústia me consome
Devora-me como uma faminta
Alimenta-se do estômago
Petisca os pulmões
E o coração é só um pulsante indeciso
Será que devo continuar?
Continuo para quê?
Um dia a mais, dois com sorte.

Hoje a morte para mim tem nome
E acostumo-me com a idéia de vê-la
Penso em xingá-la. Demonstrar todo meu ódio, minha repugnância.
Talvez o meu silêncio durante a dor cause um choque maior.
Mas para que impressioná-la?
Talvez o meu silêncio a perturbe por algum tempo,
Talvez o meu silêncio viva mais do que eu.

Já passam das quatro e lembro-me de ter visto duas horas no relógio.
Todos dormem.
Preciso de algo humano para me sentir acolhido,
Pois o meu colo não acolhe mais ninguém.

 

BRUNO DE ALENCAR



Escrito por Bruno Rocha às 04:55
[] [envie esta mensagem] []



 

Felicidade


Não temo à escuridão,

Não tenho mais medo de trovões e tremores,

Não fujo da existência da morte.


Procuro uma bala perdida,

Procuro o fim do meu maior problema,

Procuro o meu fim.


Carros, fogo, assaltos ou brigas.

Tantas possibilidades para me servir.

Procuro um suicídio do acaso.


Talvez depois de achada a solução

Eu melhore como pessoa,

Talvez minha incapacidade seja vista como algo que era passageiro.


Talvez seja isso.

Todos somos passageiros.

Para que prolongar algo que não está bom?


Não morro feliz,

Mas fico feliz em morrer.



Escrito por brunorocha89 às 14:45
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Textos.textos
Paradigma Pessoal
TRAVESSEIRO DE CONCRETO - Jefferson Garrido
BANDA VESPEIRO
TRAJETOS E FOTOS DO DIA