HOMEM DE LUGAR NENHUM (Nowhere Man)

Lennon/McCartney

Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum
Sentado em sua terra de lugar nenhum
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.

Não tem uma opinião,
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você e eu?

Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.

Ele é tão cego quanto deseja ser,
Só vê o que quer vê,
Homem de Lugar Nenhum consegues ver-me?

Homem de lugar nenhum, não se preocupe,
Pegue teu tempo, não tenhas pressa,
Deixa tudo até que alguém
Te dê uma ajuda

Não tem opiniões
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você e eu?

Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo,
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.

Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum,
Sentado em sua terra de lugar nenhum,
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.



Escrito por Bruno Rocha às 02:08
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Sonho

Ás vezes fico sozinho,

Ás vezes tenho a mim e já é suficiente,

Outras eu me aguardo, refugio-me.

 

Meus sonhos oscilam;

Precisam de minha matéria para existir

 

Meus sonhos se propagam

Sou reflexo sem reflexão. Absorvem-me.

 

Meu sonho é luz,

Desaparecem; Como eu desapareço; Tão rápido em relação ao mundo.

 


Sonhos são confusos

Sons em tons exclusos.

Sou então desuso deteriorável do meu ser. 

 

Sou inerente, sou vultos.

Sou a oca, soa pouca.

Sou meu, e isso me parece tão irresponsável.

 

Sou fosco, sou a teoria incompleta.

Sou desnecessário e nunca absoluto.

 

Sou dúvidas sem perguntas,

Sou respostas em vão

Sou o vão.

 

BRUNO DE ALENCAR

30/09/09

 



Escrito por Bruno Rocha às 14:55
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THE BEATLES - 1


Acabei de ouvir um show do Paul McCartney

em que ele toca duas músicas do John Lennon em seguida.

Day in the Life e Give Peace a Chance.

Estou emocionado até agora.

Permiti me emocionar, dei esta honra aos meus olhos,

Ele agradeceu-me com o mais sincero e inocente ato:

O de chorar pela emoção.


Perguntei-me depois por que havia chorado,

A amizade sincera contida na homenagem do Paul,

Sincera sim, pois em nenhum momento ele disse “farei uma homenagem ao John e à Yoko!”.

Esta simpática oriental, de que nunca guardei rancores e jamais a culpei de nada.

Os Beatles foram uma banda criada com amor e destruída pelo mesmo sentimento, somente mudando o destinatário.

Alías, ela estava vendo o show, e ao começar Give Peace a Chance ela participou ativamente daquela sensação mútua do público, bateu palmas, cantou e sorriu muitas vezes.


O amor nunca acaba. O que acaba é a paixão.

Paixão de fazerem um som juntos, de se verem diariamente.

Após tantos anos do fim da banda, tantos anos da morte de John e George, amigos prestam homenagens. E após todo esse tempo, em que não presenciei, ainda choro.

Os Beatles não tocam a minha alma. Os Beatles fazem parte dela.

 

BRUNO DE ALENCAR



Escrito por Bruno Rocha às 13:20
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ENSAIO AO AUSPÍCIO

Minhas insônias não são mais insólitas
Procuro um motivo pra sofrer
Ele vem fácil
Como se me esperasse acordar

As pessoas que amo;
O amor que tenho por mim é insignificante perto delas

A angústia me consome
Devora-me como uma faminta
Alimenta-se do estômago
Petisca os pulmões
E o coração é só um pulsante indeciso
Será que devo continuar?
Continuo para quê?
Um dia a mais, dois com sorte

Hoje a morte para mim tem nome
E acostumo-me com a idéia de vê-la
Penso em xingá-la. Demonstrar todo meu ódio, minha repugnância
Talvez o meu silêncio durante a dor cause um choque maior
Mas para que impressioná-la?
Talvez o meu silêncio a perturbe por algum tempo
Talvez o meu silêncio viva mais do que eu

Odeio ser direto
Mas tenho tantas músicas dos Beatles para ouvir
Tantas aulas para assistir
Tantos sonhos a ser realizados
Não faria nenhuma besteira
Que fique claro!

Já passam das quatro e lembro-me de ter visto três horas no relógio
Todos dormem
Preciso de algo humano para me sentir acolhido
Pois o meu colo não acolhe mais ninguém

 

BRUNO DE ALENCAR



Escrito por Bruno Rocha às 04:55
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POESIA DADAÍSTA:

 

TESTE1

1TESET

EST1TE

TETES1

EESTT1



Escrito por brunorocha89 às 14:45
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